Autor: em 19/11/2017
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General da Ativa Fala pela Primeira Vez Publicamente em Possibilidade de Intervenção Militar

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GARANTIA POLITZ: INFORMAÇÃO CAPTADA E DEVIDAMENTE VERIFICADA PELO ALGORITMO EXCLUSIVO DO POLITZ.


O general da ativa no Exército, Antonio Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou em uma palestra promovida pela maçonaria em Brasília (sexta-feira, dia 15) que seus colegas do “Alto Comando do Exército” entendem que uma intervenção militar poderá ser adotada caso o Judiciário “não solucione o problema dos políticos” – mais especificadamente da corrupção.

Para o POLITZ, a informação veio um tanto quanto surpresa. Estamos acostumados em ver generais da reserva e membros do Clube Militar (representação social da classe) falarem abertamente em intervenção militar, mas um general da ativa ter usado o termo, foi pela primeira vez.

Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que “impor uma ação militar e que não será fácil”. Segundo ele, o Alto Comando do Exército avalia que ainda não é o momento para a ação mas que pode ocorrer após aproximações sucessivas.

“Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.”

“Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas”

– Declarou o general.

A reportagem da Folha de São Paulo, ainda informa que ele foi exonerado em outubro de 2015 do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo Comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, para ocupar um cargo burocrático, após fazer críticas ao governo da comunista e terrorista Dilma Roussef.

Outro oficial sobre seu comando na época, fez uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado pela esquerda de inúmeros crimes de tortura e assassinatos durante o período militar.

Vejam o vídeo de sua palestra:

A íntegra do trecho em que o general falou sobre a intervenção:

Pergunta: “A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter ‘comprado’, entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova.”

Mourão: Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade. E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país. É óbvio, né, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: ‘Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?’ Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, ‘aproximações sucessivas’. Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama ‘o Cabral’. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção. Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, ‘poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas’. Mas por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas. Essa é a realidade.

 

  • Anderson

    tomara

  • Santos Damasceno

    Estão esperando o que . Os políticos corruptos se redimir isso é impossível . A única manera de pó esse país nos trilhos é as forças armadas .