Autor: em 07/11/2017
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Categorias: Colunas Pedro Politz

Sou uma Pediatra. Entenda Como a Ideologia de Gênero Infiltrou em Meu Consultório e Produziu Abusos Infantis em Larga Escala.

O POLITZ traz um artigo americano com tradução exclusiva da #EquipePOLITZ sobre os efeitos causados pela ideologia de gênero.

Não conseguimos o contato do autor do artigo, porém, devido a importância médica e os impactos sociais, achamos de extrema importância traduzir o material para que vocês todos possam ler e entender as desgraças trazidas pela ideologia de gênero. Para ler o artigo original, basta clicar no link, como habitualmente.

Lembrando que a ideologia de gênero é amplamente defendida, favorecida e divulgada pelos setores da esquerda progressista, através da cartilha do marxismo/gramscismo cultural. O próprio Ministério Público Federal, onde existe diversos infiltrados por setores progressistas, já pediu a proibição do #EscolaSemPartido, a primeira linha de combate contra a ideologia de gênero e da subversão de nossas crianças.

A ideologia de gênero hoje em dia, é apenas uma forma de uma lavagem cerebral doentia, que acaba corrompendo a sexualidade das crianças. O POLITZ noticiou recentemente, que pais canadenses conseguiram na Justiça um suposto direito, de que a certidão de nascimento do seu filho contenha o termo “neutro” no campo gênero. Um absurdo. O POLITZ tem a posição que o sexo é definido biologicamente no nascimento e em nenhuma hipótese uma criança deveria ser submetida à essa ideologia nefasta, principalmente aos procedimentos médicos que existem atualmente para isso. Se você é civilmente capaz de seus atos, não há problema nenhum em ser o que quiser, mas não misturem crianças no meio disso.

Como de costume, se vocês encontrarem algum erro na tradução ou no artigo, por favor nos informem entrando em contato. Teremos o prazer de corrigir qualquer problema apontado por vocês.

E lembrando sempre, o POLITZ sempre publica todas as fontes. Cada artigo citado, argumentado ou dados estatísticos demonstrados pela a autora, foram prontamente colocados à disposição dos leitores durante todo o texto.

Chega de introdução, vamos ao artigo:


Sou uma Pediatra. Entenda Como a Ideologia de Gênero Infiltrou em Meu Consultório e Produziu Abusos Infantis em Larga Escala

A ideologia de gênero pegou os americanos de surpresa, bem como os legisladores.

Apenas há alguns anos atrás, ninguém conseguiria imaginar que transgêneros (homens e mulheres) conseguiriam usar banheiros únicos na Carolina do Norte.

Mas a ideologia de gênero não está infestando só as nossas leis. Ela está se infiltrando nas vidas dos seres mais inocentes que vivem entre nós: as crianças. E aparentemente, com um forte suporte de algumas comunidades médicas.

Como explicado anteriormente em meu artigo de 2016, “A Disforia de Gênero em Crianças e a Supressão do Debate“,  profissionais que ousam a questionar a ideologia de gênero, que não possuí nenhum embasamento científico, acabam ficando sem empregos e com má-fama. (Do #EditorPOLITZ: Já expliquei muitas vezes como funciona a máquina de destruição de reputações desenvolvidas pela esquerda e é exatamente disso que a autora está falando. Vocês verão algumas notas do Editor ao longo do texto como de costume. Será depois de um “NE:“).

Eu converso com alguém intimamente familiar com as práticas da pediatria e comportamentos nas comunidades. Eu sou uma mãe de quatro filhos e servi por 17 anos como Pediatra certificada, com foco no comportamento infantil, antes de encerrar minha prática clínica em 2012.

Nos últimos 12 anos, sou associada e pesquisadora do Colégio Americano de Pediatras e por três anos, servi como sua presidente.

Eu também fiz parte dos Diretores da Aliança pela Escolha Terapêutica e Integridade Científica de 2010 à 2015. Essa organização de médicos e profissionais da saúde defendem o direito dos pacientes de receber tratamento psicoterápico para conflitos de identidade sexual alinhados à grandes valores baseados na ética e na ciência.

Eu testemunhei uma grande mudança no consenso médico sobre a ideologia de gênero e identidade. Antes os médicos tratavam como uma doença mental, hoje em dia, a comunidade médica trata, afirma e promove como uma coisa completamente normal.

Vamos dar uma olhada nessas mudanças.

O Novo Normal

“Clínicas Pediatras de Gênero” são consideradas centros de elite para crianças que estão perturbadas pelas confusões biológicas do sexo. Essa condição estressante, antes conhecida como “desordem de gênero”, foi renomeada para “disforia de gênero” em 2013. (NE: Percebem como a esquerda sempre arranja um nome mais bonito para tudo? Algo que fique “tragável” aos paladares da massa?)

Em 2014, essas são as 24 “Clínicas de Gênero” nos Estados Unidos, distribuídas por toda Costa Oeste e na Califórnia. Um ano depois, elas são 40 em toda a nação.

Com 215 programas de residência na pediatria, elas estão treinando futuros pediatras para um protocolo de transição-sexual e tratando disforia de gênero em crianças. A tendência é que essas clínicas se proliferem mais ainda.

No último verão, o governo federal declarou que não era mais necessário ter Medicare ou Medicaid (NE: Seria os planos de saúde americanos, como o SUS) para cobrir os custos de transições sexuais para crianças ou adultos, porque médicos e especialistas do Departamento de Saúde Americano e de Serviços Humanos entenderam que os riscos eram muito altos e os benefícios não eram claros.

Por trás desse pensamento, A Associação Mundial de Profissionais Por Saúde dos Transgêneros declarou publicamente, sem nenhuma evidência científica que os procedimentos eram “seguros”.

Duas das maiores Associações de Pediatras – A Academia Americana de Pediatras e a Sociedade Pediátrica de Endocrinologia, seguiu os mesmos passos do Departamento de Saúde, endossando a transição, mas afirmando que era baseada em poucas evidências.

Eles até admitem que só existe forte evidência que esse protocolo causa riscos bastante potenciais para a saúde das crianças.

O protocolo de transição sexual, entende que as crianças que “consistentemente e persistentemente” insistem que eles não fazem parte do gênero associado biologicamente, é um transgênero.

(O fato que é normal na vida do pediatra, qualquer um que “consistentemente e persistentemente insiste” em qualquer coisa, contrária a realidade física, é considerado confuso ou delirante, sendo convenientemente ignorado.)

O protocolo de transição sexual diz aos pais e mães que para tratar as crianças para o gênero que eles desejam, devem ser colocados em hormônios bloqueadores de puberdade, em torno dos 11 ou 12 anos de idade, se possuem a “disforia de gênero”.

Se, aos 16 anos, a criança continua insistindo que ela está “presa em um corpo errado”, os químicos anteriores são substituídos e são aplicados “hormônios cross-sexuais” (NE: hormônios masculinos aplicados em mulheres e os femininos aplicados aos homens) e as mulheres biologicamente, podem fazer uma dupla mastectomia (retirada completa dos seios!).

As cirurgias de retiradas de órgãos sexuais (e transformação), não são recomendadas antes dos 18 anos, mas mesmo assim, vários cirurgiões são contra essa restrição de idade.

O protocolo de transição sexual foi abraçado amplamente pelas instituições públicas na mídia, na educação, em nosso sistema legal e agora, é recomendado pela maioria das organizações médicas nacionais.

Por outro lado, ainda existem exceções, como o Colégio Americano de Pediatras e a Aliança pela Escolha Terapêutica. Também incluo a Associação Americana de Médicos e Cirurgiões, a Associação Cristã Médica e Dentária, A Associação Médica Católica e o grupo LGBT Profissionais do Gênero do Jovem.

A ideologia de gênero ganhou pernas na comunidade médica e em nossa cultura, oferecendo uma falsa narrativa. As pesquisas científicas e fatos contam uma história diferente.

Seguem alguns fatos básicos:

1. Estudos com gêmeos provaram que “ninguém está preso em um corpo errado”:

Alguns estudos neurológicos sugeriram sim que alguns nasceram com um cérebro “transgênero”. O problema que esses estudos possuem diversas falhas catastróficas e não conseguem provar absolutamente nada.

Virtualmente, tudo que existe sobre humanos é influenciado pelo nosso DNA, mas pouquíssimas características são ganhadas no nascimento. Todo o comportamento humano é um composto de vários graus de experiência de vida (NE: No texto original está “nature or nurture”).

Pesquisadores rotineiramente conduziram estudos com gêmeos idênticos para entender esses fatores (biológicos ou neurobiológicos), contribuindo mais ainda para a expressão dessa característica (NE: Que a própria experiência de vida influencia). Os melhores estudos com gêmeos são as pesquisas com os maiores números de pacientes.

Gêmeos idênticos contém 100% do mesmo DNA na contracepção e são expostos à alguns hormônios pré-natais. Então, se os genes pré-natais e hormônios contribuem tanto para o transexualismo, era de se esperar que os dois gêmeos se identificariam como transexuais em quase 100% das vezes.

A cor da pele, por exemplo, é determinada por genes. Por isso, gêmeos idênticos tem a mesma cor da pele 100% das vezes.

Porém, nesse grande estudo científico com gêmeos adultos e transgêneros, publicado pelo Dr. Milton Diamond em 2013, mostra que apenas 28% dos gêmeos idênticos se identificavam como transgêneros. 72% das vezes, não se identificavam. (O estudo do Dr. Diamond reportou que 20% que se identificavam como transgêneros, mas o seu dado atual, demonstra que eram 28%, como na nota de rodapé n. 19).

Esses 28% que se identificavam como transgêneros, sugeriam uma mínima disposição biológica, o que significa que os transgêneros não se manifestam pelo DNA/biologia e sim, por fatores externos e não-biológiocos, de acordo com os impactos individuais de cada um durante a sua vida. (NE: Grifo e sublinho nosso).

O fato é que gêmeos idênticos discordaram em 72% das vezes e é altamente significativo, porque pelo menos 72% do que se contribui para ser transgênero, é um gêmeo que teve experiências diferentes de vida, após o seu nascimento. É isso. São fatores que não dependem da biologia.

Estudos como esses provam que a teoria de que “as pessoas nascem com um gênero”, que são “afeminadas” ou “masculinizadas” e que a pessoa “está presa em um corpo diferente” é falsa e um completo mito e não tem embasamento científico nenhum.

2. Identidade de Gênero é Maleável, especialmente em crianças:

O Manual de Sexualidade e Psicologia da Sociedade Americana de Psicologia admite, até depois da ideologia de gênero virar mainstream, que de 75% a 95% das crianças pré-pubertais que são acometidas por transtornos de sexualidade biológica, eventualmente “se curam” dessa desordem. A bela maioria acaba aceitando sua sexualidade na adolescência, após passar pela puberdade.

Mas, com a ideologia de gênero sendo defendida amplamente na sociedade ocidental, o número de crianças que alegam sofrer com essa desordem de gênero – e sua persistência ao longo do tempo – aumentou dramaticamente. Por exemplo, O Serviço de Identidade e Desenvolvimento de Gênero do Reino Unido (NT: Sim, existe uma instituição governamental para isso), publicou que o aumento desse tipo de casos entre crianças teve um crescimento absurdo de 2.000% desde 2009.

3. Hormônios bloqueadores de puberdade não possuem provas que são seguros:

Os hormônios bloqueadores de puberdade foram estudados e provados seguros para o tratamento de crianças com desordem médicas de “puberdade precoce” (causada pela secreção de níveis anormais e danosos para a saúde da criança. NE: Uma real condição médica, cientificamente comprovada.

Mas, um estudo científico divisor de águas publicado no The New Atlantis, aponta que, nós não podemos considerar esses estudos para saber se os bloqueadores hormonais são seguros ou não psicologicamente para crianças com disforia de gênero.

O autor aponta que existem evidências para degeneração de mineralização óssea (NE: O futuro viria a ser uma osteoporose?), significando um aumento no risco de fraturas nos jovens-adultos além de um risco potencial de aumento de obesidade e câncer testicular em meninos, e um impacto desconhecido no psicológico e desenvolvimento cognitivo.

Com isso em mente, enquanto não temos estudos extensos, de longo prazo, das crianças com disforia de gênero, que são colocadas em hormônios bloqueadores de puberdade, estudos feito em adultos na última década levantam uma preocupação.

Por exemplo, em 2006 e 2007, o jornal de Psicologia-Neurologia e Endocrinologia (NE: Termo traduzido e adaptado era ” journal Psychoneuroendocrinology“) reportou anormalidades cerebrais na área de memória e execução de funções, em mulheres adultas que receberam bloqueadores hormonais por razões ginecológicas. Similarmente, vários estudos de homens tratados com bloqueadores de hormônios para câncer de próstata, sugerem uma possibilidade crescente no declínio cognitivo.

4. Não existem casos na literatura científica de disforia de gênero em crianças que não usam mais bloqueadores hormonais:

Principalmente, crianças em bloqueadores de puberdade acabam tomando hormônios cross-sexuais (estrogênio para meninos biológicos, e testosterona para meninas biológicas). O único estudo que existe até hoje, estudou crianças em pré-puberdade que afirmavam terem disforia de gênero e que foram colocadas em bloqueadores quando mais novos, descobriu que 100% deles tomavam hormônios cross-sexuais.

Isso sugere que esse protocolo médico usado pode influenciar na escolha da criança, fazendo-as que se identifiquem como transgêneros.

Isso é um óbvio efeito de uma influência forçada nas crianças, para demonstrar oposição ao sexo biológico socialmente. Isso está longe de ser benigno para crianças, já que tomar bloqueadores de hormônio aos 12 anos (ou até antes), seguido por hormônios cross-sexuais, acabam esterilizando a criança.

5. Hormônios cross-sexuais estão associados com perigosos danos à saúde:

De um estudo feito em adultos nós sabemos que os riscos de hormônios cross-sexuais incluem e não se limitam a: doenças cardíacas, pressão arterial alta, coágulos sanguíneos, derrames, diabetes e câncer.

6. A neurociência mostra que adolescentes não possuem a mesma capacidade de decisões de um adulto, necessária para entender os riscos:

Dados científicos mostram que pessoas menores que 21 anos tem menos capacidade para assumir e entender riscos. É um sério problema ético que permite uma mudança dramática na vida, de forma irreversível. Os menores são muito jovens para dar um consentimento apropriado.

7. Não existe provas que essas afirmações da ideologia de gênero evitam suicídio em crianças:

Os defensores da ideologia de gênero alegam que o suicídio é diretamente e inevitavelmente associado à consequência da falta de auto-afirmação social e alterações biológicas causadas pela disforia de gênero. Em outras palavras, aqueles que não endossam a transição de gênero estão condenando essas mesmas crianças ao suicídio.

Como notado anteriormente, antes da divulgação mainstream e promoção da ideologia de gênero, 75%~95% das crianças com disforia de gênero em crianças, acabam ficando felizes e satisfeitas depois de passarem pela puberdade.

E mais, contrário do que os ativistas falam, não existe nenhuma evidência de bullying e discriminação causam suicídio em minorias. De fato, pelo menos um estudo de 2008, descobriu que persistentes discriminações contra LGBT não são uma causa de suicídio.

Mais de 90% das pessoas que cometeram suicídio foram diagnosticadas com alguma desordem mental, e não existe nenhuma evidência médica-científica que crianças com disforia de gênero que cometeram suicídio são diferentes dessa estatística. Várias crianças com desordem de gênero simplesmente precisavam de terapia para entender a raiz do problema, que era a depressão, que pode muito bem ser a causa da disforia de gênero.

8. A ideologia de gênero não solucionou os problemas de suicídio em transgêneros:

Adultos que fizeram a cirurgia de mudança de sexo, até na Suécia, que é um dos países mais afirmativos em LGBTs, tem uma taxa de suicídio 20 vezes maior que a população em geral. Claramente, a cirurgia de mudança de sexo não é a solução para disforia de gênero.

PONTO FINAL. A Ideologia de Gênero é Abuso Infantil!

O que importa é que o movimento da ideologia de gênero propõe ajudar as crianças, mas na verdade, ela está criando uma grande injustiça para elas e para as crianças sem a disforia.

Esses profissionais estão usando um mito que “o humano nasce transgênero” e justificam em uma massiva, descontrolada e não-consentida experiência (NE: Experiências, na minha opinião, dignas dos horrores cometidos pelos nazistas) em crianças que possuem condições psicológicas que podem ser resolvidas logo após a puberdade.

As instituições de hoje que promovem a ideologia de gênero estão empurrando goela à baixo nas crianças para se transformar em um sexo oposto, mandando vários deles para tratamentos pesados com hormônios bloqueadores, esterilização, remoção de partes saudáveis do corpo e danos psicológicos desconhecidos.

Esses danos nada mais são que abuso infantil institucionalizado. A ética demanda um cessamento absoluto e imediato de bloqueadores hormonais de puberdade, hormônios cross-sexuais e cirurgias de mudanças de sexo em crianças e adolescentes, bem como, parar de promover a ideologia de gênero através dos currículos escolares e políticas legislativas.

É o tempo de nossos líderes das nações e a maioria silenciosa dos profissionais de saúde aprenderem exatamente o que está acontecendo com nossas crianças e unir-nos para tomar alguma ação. 

Autora: Michelle Cretella, médica, phD, presidente do Colégio Americano de Pediatras, uma organização nacional de pediatras e outros profissionais da saúde, dedicados ao bem estar e à saúde das crianças.

  • Yghor Andrade

    Logo abaixo da primeira foto. O correto é 2 “traz” e não “trás”