Postado em: 16/02/2019 por na Categoria Colunas

A preocupação com espionagem em tempos de ciberguerra tem deixado especialistas americanos cada vez mais preocupados.  A cada barreira de segurança criada pela inteligência dos EUA, hackers e países rivais como Coréia do Norte, China ou Rússia, tem sido cada vez mais criativos em criar formas de roubar informações estratégicas, invadir sistemas ou pior, afetar a própria infraestrutura da maior potência mundial.

Em agosto de 2018 a luz de alerta no Pentágono acendeu, foi emitido então um memorando proibindo as tropas americanas de usar apps de geolocalização e rastreamento que não tenham sido fabricados pelas forças armadas.  O caso mais conhecido foi o app de fitness Strava que acabou vazando informações dos usuários, revelando junto a localização de várias bases militares dos Estados Unidos.

A temperatura subiu mais ainda com a prisão em dezembro passado no Canadá de Meng Wanzhou, filha do fundador da gigante chinesa de telefonia Huawei. A prisão foi efetuada a pedido dos Estados Unidos, que suspeitam que a empresa Skycom (uma subsidiária da Huawei) de burlar o embargo ao Irã. Em aparente represália à prisão da empresária chinesa, três cidadãos canadenses foram presos e um deles condenado à morte.

Em mais um desdobramento da crise canadense, desta vez a Huawei se envolveu em mais um escândalo de espionagem, só que agora na Polônia. Um funcionário da empresa e um ex-agente de segurança polonês estariam trabalhando em conjunto para obter informações confidenciais da OTAN. Ambos foram presos e a empresa nega qualquer envolvimento com o funcionário.

E mal 2019 começou, a Austrália, tradicional aliada dos EUA e sede de uma das principais bases de espionagem eletrônica americana, resolveu banir a mesma Huawei e também a ZTE (outra empresa chinesa de tecnologia) de concorrências envolvendo o sistema 5G de telefonia móvel e do fornecimento e implantação de cabos de fibra ótica do país. A China considerou isso uma afronta e estuda formas de retaliar economicamente. O futuro da relação da Austrália com a China fica cada vez mais tenso pelos movimentos expansionistas chineses no Mar da China onde tem criado ilhas artificiais como bases de apoio e navegado em regiões cada vez mais ao sul nas quais, anteriormente a potência oriental não se aventurava.

Nesta nova guerra fria entre os EUA e seus aliados contra Pequim, sai ganhando quem tiver mais sangue frio e conseguir manter a famosa “poker face” e não piscar antes da hora de mostrar as cartas.

Referências Bibliográficas:

Reuters

Olhar Digital

EM

Globo News

G1


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