Parte VI: AGITPROP: Agitação e propaganda Comunista, mito ou realidade?

“Confiar é bom, Controlar é melhor” (Lenin)

Parte VI: AGITPROP

– “Vamos todos para a rua para nos solidarizarmos com o Lula, Lula livre já!”

Porque essa temática se repete a toda hora nos meios de comunicação? Porque acontecem atos de apoio a quem notoriamente cometeu crimes e foi condenado por eles? Porque a Lei é boa para uns e não pode ser aplicada a outros?

A estratégia da AGITPROP é a resposta para essa pergunta, leia o artigo e tire suas próprias conclusões.

A agitação e propaganda […] é um conjunto de métodos e formas que podem ser utilizados como tática de agitação, denúncia e fomento à indignação das classes populares e politização de massas em processos de transformação social […], segundo extraído da cartilha “Agitação e Propaganda no processo de transformação social”, uma publicação do Coletivo de Comunicação, Cultura e Juventude da Via Campesina, de junho de 2007, publicado (pasme) no endereço: www.edisciplinas.usp.br

São objetivos expressos: estimular a luta social, destruir os pressupostos ideológicos de propriedade privada e livre iniciativa, expor a falsidade das promessas da democracia burguesa em realizar, para todos: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.  

Portanto, à luz da teoria da agitação e propaganda, se justifica o discurso de ¨Lula preso político¨. De quebra ainda: se fomenta o divisionismo (pró Lula e contra Lula), ou seja, se estimula uma luta social, se expõe uma pretensa falsidade, admitindo-se que as Leis em vigor são ruins pois restringem a liberdade de um cara que está sendo proposto para o prêmio Nobel da Paz (fraternidade) e é mantido preso sem provas (Des – igualdade), perceberam?

Mas… porque isso é importante no contexto de tomada de Poder?

Explico. São 3 as fases da agitação e propaganda no processo de tomada do poder. 1ª fase: organização de artistas, movimentos de minorias, ditos culturais, aparelhamento da educação e dos 3 poderes e politização da população; 2ª fase: promoção da estatização; 3ª fase: ação na tomada do poder propriamente dito.

As 3 fases da AGITPROP foram cumpridas e o comunismo (vulgo progressismo) saiu vitorioso em Cuba, Bolívia e Venezuela. No Brasil o processo já foi interrompido três vezes: em 1935 por meio da retomada dos quartéis das Forças Armadas, após a Intentona Comunista, em 1964 pela contrarrevolução democrática e em 2018 por meio das eleições democráticas. Nessas três tentativas o motivo do insucesso foi o mesmo: a manutenção da união da tríade de Clauzewitz (1780 – 1831).

Segundo Clauzewitz, estrategista alemão admirado por Lenin e Trotsky, o Poder se sustenta em uma tríade: Povo, Governo e Exército. Na primeira tentativa, em 1935, mais de 100 pessoas foram mortas em ataques comunistas, com armas na mão, a quartéis das Forças Armadas e prédios públicos estaduais. Conseguiram êxito por 3 dias em Natal-RN, onde estabeleceram um governo revolucionário. O governo de Vargas e o Exército sufocaram a rebelião.

A segunda tentativa, em 1964, foi sufocada, mais uma vez pelas Forças Armadas. O Exército utilizou-se de sua prerrogativa constitucional (Art 141 § 13 e Art 177 da Constituição Federal de 1946) e restabeleceu a Lei e a Ordem, a pedido do povo.

O governo brasileiro, após mais de 20 anos nas mãos de coligações de partidos ditos socialistas (leia-se progressistas ou comunistas), em plena passagem para a segunda fase, em 2018, teve a terceira tentativa de comunização do Brasil frustrada por um novo ator, o povo brasileiro. O Exército se manteve firme e sem infiltrações comunistas e o povo fez o seu papel nas urnas.

A agitação e propaganda também se sustentam em uma tríade: o agente, o ativista e o agitador. Toda a campanha de propaganda deve contar com informações críveis ou parcialmente críveis, ou seja, basta que seja plausível de acontecer (aceitável), para que possa ser preparada e lançada de tal forma que cause confusão, divisão e insegurança,  como por exemplo a afirmação contundente de que “Lula é preso político”.

É considerado agente todo aquele que participa da busca ou da caça a fatos e factoides que possam contribuir com os objetivos do “Plano Maior” da direção do Partido. São hackers  e simpatizantes que se encontram em órgãos de fiscalização, de inteligência ou que possuam conhecimento total ou parcial de fatos passíveis de se tornarem “notícias bombásticas”, como as “fakenews dos robôs de Bolsonaro“, cujas provas que ratificassem a sua ocorrência sequer foram apresentadas, e causaram bastante barulho na mídia m 2018.

Os ativistas ou propagandistas são os jornalistas, publicitários e marketeiros que preparam as notícias nas linguagens corretas para cada uma das mídias, bem como as estratégias de mainstream a serem utilizadas para causar o melhor efeito. No caso acima citado, as mídias lançaram, ao mesmo tempo, as informações como verídicas, tendo como base do mainstream, um grande grupo de comunicação brasileiro, famoso por sua parcialidade e tendências progressistas, se é que me entendem.

E por fim temos os agitadores, a melhor parte. Aí temos os perfis dos personagens da agitação: os de extrema esquerda que gritam, xingam, vão às ruas e nada ouvem a não ser suas próprias vozes; os de centro esquerda que discordam dos argumentos (de esquerda) no início e depois mudam de opinião, trazendo seu círculo de influenciados e dos de direita céticos, que discordam (dos argumentos esquerdistas), mas jogam dúvidas sobre o processo, o tempo todo, na tentativa de manter a narrativa dominante.

Se enquadram nos papéis acima: os militantes mesmo, os comentaristas, jornalistas e editores, os políticos, artistas e influencers. Diferem destes apenas os inocentes úteis, pessoas comuns que nada sabem sobre técnicas e teorias de propaganda, as que acham que tudo acima é teoria da conspiração, mas tomam partido por alguma dessas ideias e passam a fazer parte da massa de manobra.

Basta fazer uma pesquisa bem rasa na internet para ver quem se posicionou de que forma no evento “fakenews dos robôs de Bolsonaro“. É um bom exercício identificar quem se posicionou em qual papel, para que acompanhemos as cenas dos próximos capítulos do cenário nacional, quem topa?

Chegamos ao fim do nosso artigo preparando vocês para a próxima parte.

Parte 7 – Terrorismo Informacional.


Você gosta do nosso trabalho? Que tal contribuir conosco? Somos uma mídia independente que não recebe dinheiro de políticos.

Considere nos apoiar com qualquer valor clicando aqui.


Não esqueça de visitar o #FórumPOLITZ, a comunidade que mais cresce no Brasil!