Imagem da capa do manifesto divulgado pelo terrorista. Reprodução própria do POLITZ.

O POLITZ obteve o suposto material publicado em forma de manifesto pelo terrorista que atacou uma mesquita ontem (14) na Nova Zelândia. O ataque terrorista matou pelo menos 49 pessoas.

Queremos deixar claro que o POLITZ de não endossa de forma alguma qualquer tipo de práticas criminosas e condena qualquer um que o faça, seja da direita ou da esquerda e nosso tratamento será da mesma forma. Ao mesmo tempo, sentimos que é obrigação de qualquer mídia divulgar a informação, pois acreditamos que a população tem o direito de se informar, independente do teor dela e livre de censura, mesmo que isso, por outro lado, possa ajudar indiretamente e de forma não intencional os objetivos dos criminosos. A divulgação dos fatos deveria ser obrigação de todo jornalista, mas hoje sabemos que as narrativas são falsamente criadas para vender uma ideologia política, desinformando e manipulando a população.

Não queremos publicar o material na íntegra para evitar exatamente aquilo que eles querem (porém, o documento já está rodando a internet nos mais diversos canais de comunicação).

Antes de mais nada, informamos que censuramos qualquer link que remetesse ao “manifesto” que ele divulgou. Também colocamos uma marca d’água do POLITZ em todas as imagens que obtivemos.

O perfil do criminoso no Twitter fora arquivado, salvo nesse link. Não é mais possível acessar o perfil original, pois já foi deletado. Porém, no arquivo é possível verificar fotos do armamento utilizado no ataque:

Há também um post em um chan obscuro da internet. Chans são locais de discussão anônima onde qualquer um basicamente pode postar sobre qualquer coisa, incluindo a prática e incentivo de crimes, sem que seja necessário a identificação do autor.

Esse foi o último post atribuído ao terrorista:

Traduzimos o post para vocês:

“Então lads [termo australiano, como “parceiros” ou “amigos”], é hora de parar com o shitposting e hora de fazer um esforço real com a vida. Eu vou fazer um ataque contra os invasores e vou transmitir o ato ao vivo pelo Facebook. O link para o Facebook está logo abaixo, no momento em que vocês lerem isso já estarei ao vivo. Tem sido uma longa jornada e apesar de toda a desenfreada faggotry [gíria], debilidade e degeneração, vocês são todos top blokes [gíria inglesa] e o melhor bando de cobras que um homem poderia pedir. Eu forneci links para o manifesto que eu escrevi, por favor, façam a parte de vocês e espalhem a minha mensagem, fazendo memes e fazendo shitpost como de costume. Se eu não sobreviver ao ataque, adeus, que Deus abençoe e vejo todos vocês em Valhalla.”

Como já informado por nós, censuramos qualquer link que seja remetido ao download do manifesto do terrorista.

Ao continuar visualizando a thread do post, vários apoiadores postaram mensagens, apoiando o indivíduo. De memes “press F to pay respects” até “caramba! ele realmente fez isso”, “parece divertido”, “realmente está acontecendo, holy shit!”, “boa sorte para você anônimo” e “mal posso esperar pelas notícias”.

Há também memes nazistas e pessoas afirmando que não assistiram a live porque se tratava de um link para o Facebook.

A thread continua infinitamente, com o mesmo estilo das postagens, a bela maioria demonstrando apoio ao terrorista.

E com exclusividade, o POLITZ também trouxe para vocês parte do manifesto que ele divulgou antes de iniciar os ataques. Obviamente não vamos divulgar o material na íntegra, mas o documento fora compartilhado nos links anteriormente censurados.

O nome do arquivo é “The_Great_Replacement.pdf” com o mesmo título, traduzindo em algo como “A Grande Substituição” ou algo do tipo, com 74 páginas. A imagem que ilustra essa reportagem é a capa do livro. O subtítulo pode ser traduzido como “Em rumo a uma nova sociedade” e “nós marchamos sempre para frente”.

No meio, há um símbolo do sol negro (cultuado pelo nazismo), com várias imagens no círculo com os dizeres: anti-imperialismo, ambientalismo, mercado responsável, comunidade livre de vícios, lei e ordem, autonomia étnica, proteção da cultura e das tradições, direito dos trabalhadores”.

O início do livro é basicamente um conjunto de perguntas e respostas sobre o terrorista e postamos prints do material com a nossa tradução em seguida:

Logo no início, há uma capítulo chamado de “Isso é Genocídio Branco” e afirma:

“O retorno dos níveis de fertilidade é uma prioridade número 1. Mas isso não é uma tarefa fácil. Há diversas razões por trás do declínio dos níveis de fertilidade e da destruição da família tradicional. Nós precisamos corrigir esse desastre hedonístico, niilista e individualista. Isso levará algum tempo, tempo que nós não temos devido a crise de imigração em massa.

“Nós precisamos esmagar a imigração e deportar todos os invasores que estão vivendo em nosso território. Não é apenas uma questão da nossa prosperidade, mas de sobrevivência do nosso povo”.

Em capítulo seguinte, o terrorista responde uma série de questões sobre suas próprias opiniões:

Ele acredita que representa “milhões de europeus e outros etino-nacionalistas que querem viver em paz entre o seu próprio povo, vivendo suas vidas em suas terras, praticando suas próprias tradições e decidindo o próprio futuro”. Ele afirma que não faz parte de nenhum grupo, porém doou dinheiro para vários grupos nacionalistas e confirma que nenhum grupo ordenou o ataque que ele cometeu.

Porém, ele afirma que contatou os “Cavaleiros Templários Renascidos” para pegar o apoio do grupo o que foi “fornecido”.

Ao ser questionado se ele fez o ataque pela “fama”, ele afirma que não e que isso será esquecido rapidamente, já “que ninguém se importa”, demonstrando a intenção de querer criar uma atmosfera ou medo para “as mudanças que são necessárias.

Ele afirma que escolheu essas pessoas como alvo porque são, “obviamente, um grande grupo de invasores, com uma grande taxa de fertilidade, alta confiança social e força, com tradições robustas que buscam ocupar as terras do meu povo e substitui-los etnicamente”.

O terrorista afirma que ele planejou o ataque pelo menos dois anos afirmando que a melhor hora foi o momento do ataque, tempo suficiente para planejar tudo, inclusive para escrever as suas ideias.

Quanto ao uso de armas, ele afirmou que poderia ter escolhido qualquer tipo (incluindo martelos, gasolina, fogo, ataques com veículos, aviões, etc). O criminoso afirma que escolheu as armas porque principalmente elas possuem um “discurso social” e que isso daria visibilidade na mídia, afirmando que os Estados Unidos estão sendo “violentados” por várias facções, especialmente na segunda emenda.

Segundo o documento, a Nova Zelândia não foi o local original para escolha do ataque e que tinha ido para lá só para viver temporariamente e planejar o ataque, enquanto era treinado. Depois o terrorista tinha percebido que era o alvo ideal, porque traria atenção para a verdade do “assalto em nossa civilização” e que “lugar nenhum do mundo é seguro”.

Nessa parte do seu manifesto, ele afirma que pretendia sobreviver ao ataque mas “que a morte era definitivamente uma possibilidade, já que a situação é virtualmente caótica e impossível de controlar, independente do planejamento. Sobreviver é uma alternativa melhor que a morte, especialmente para espalhar meus ideais pela mídia”.

Ele respondeu que o ataque foi sim racista, já que a fertilidade está ligada à raça e que houve sim componente racial para o ataque e que se trata de algo “xenofóbico”, considerando que as taxas de fertilidade são culturais, segundo o criminoso, se tratando de uma “guerra cultural”. E que era também um ataque “islamofóbico”, já para ele, “as nações islâmicas em particular possuem altas taxas de natalidade, independente da raça ou da etnia” e que é uma vingança contra 1300 anos de guerras criadas pelo islã e toda a devastação que foi trazida por eles para os povos ocidentais. Obviamente, ele afirma que o ataque, “sem sombra de dúvidas”, foi um “ato anti-imigração” e “contra a substituição cultural”.

Por outro lado, ele afirma que o ataque não foi contra a “diversidade”, mas sim, “um ataque em nome da diversidade” para “garantir que os povos sejam diversificados, separados e livres de quaisquer amarras culturais, garantindo a autonomia de todos os povos, mantendo suas tradições”. Ele disse:

“Na minha mente, o arco-íris só é bonito por conta de sua variedade de cores, se você misturar elas, elas deixam de existir para sempre, resultando em algo longe de qualquer beleza”.

Ele também responde que não tem a mínima intenção de matar policiais da Nova Zelândia, já que estão em “bons termos com o público, ao contrário de outras nações europeias como França, Reino Unido ou Noruega”. Vejam a frase:

“Fazer qualquer mal aos policiais da Nova Zelândia deve ser evitado a qualquer custo”

Nessa parte temos as seguintes afirmações do autor do atentado:

Que se tratou de um ataque terrorista, mas que ele acredita que foi um ataque de proteção contra forças de ocupação; Que ele não sente remorso e gostaria de ter matado o maior número possível de invasores e traidores; E que ele não odeia os muçulmanos que vivem em suas próprias terras natais; Que ele odeia muçulmanos que invadem “suas terras”; E que ele realmente odeia os muçulmanos convertidos, que traem sua própria cultura, seu próprio povo, suas tradições e heranças;

Ele também não acredita que existem inocentes “nessa invasão” e que qualquer um que colonize outras terras também compartilham da culpa.

Afirmou também que o ataque foi um “fim para ele mesmo”, com todos os efeitos requeridos para isso:

“Minhas escritas e a cobertura da imprensa são apenas um bônus” – disse ele.

Ele afirma que gostaria de sobreviver, mas que “a morte é definitivamente uma possibilidade”.

Nessa parte, ele repete algumas coisas já traduzidas anteriormente por nós.

O terrorista pretende ir à julgamento e afirmar que não é culpado, afirmando que “esse ataque era para defender o país contra uma força de ocupação, fora da lei e sem uniforme”.

Alguns destaques interessantes quanto a sua ideologia:

– Ele não se considera um “xenófobo” e que a ausência de cultura “assusta” ele, bem como não se considera tendo “islamofobia” e que não tem medo dessa religião, batendo novamente na tecla de “altos índices de fertilidade”;

– Ele se considera um nacionalista, predominantemente um étnico-nacionalista;

– Ele não se considera um nazista e afirma que atualmente nazistas não existem, não sendo uma força política ou social nos últimos 60 anos e também não se considera um neo-nazista, já que “a definição é confusa”;

– Ele não se considera um anti-semita afirmando que um judeu vivendo em Israel não é seu inimigo, desde que não tentem subverter outros povos;

– Ele não acredita ser um conservador, porque é um “corporativismo disfarçado” e ele não quer fazer parte disso;

– Ele não sabe se é cristão e afirma que esse assunto é complicado e falará quando souber;

– Ele afirma que é um fascista e que concorda com as ideias de Sir Oswald Mosley, se considerando um “eco-fascista”;

– Ele também afirma que o modelo político e social que ele mais acredita e que mais concorda é o modelo da “República Popular da China;

– Ele não se considera um homofóbico e que não tem interesse no que essas pessoas fazem;

– Dependendo da definição, ele pode se considerar como um direitista ou um esquerdista;

– Ele afirma que também dependendo dos fatos, ele se considera um socialista;

– Quanto apoiar ou não Donald Trump, ele afirma que apoia se for considerado um símbolo de identidade branca e de propósito comum; mas não apoia se for considerado como um político e líder;

– Ele declara que apoia o Brexit, já que é a forma dos britânicos lutarem contra a imigração em massa e o globalismo, afirmando que é uma “coisa maravilhosa”;

– Ele afirma que não apoia o Front National;


Esses foram os principais pontos que destacamos de seu manifesto.

Não se deixem enganar pelas falsas narrativas criadas pelas mídias tradicionais.

Como falamos, o documento está sendo amplamente divulgado na internet mas não faremos o favor para o terrorista de divulgar o material completo. Trouxemos apenas alguns destaques para que o público possa se informar de verdade, longe das mentiras e desinformações criadas pelas mídias tradicionais.


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