Publicado em 07/05/19.

Um estudo publicado em novembro do ano passado, chegou à conclusão de que o jornalismo é majoritariamente de esquerda.

Como de costume, vocês podem ver a informação completa no link fornecido logo abaixo da manchete da nossa reportagem.

Por uma sugestão de um querido seguidor nosso no Twitter, o POLITZ resolveu trazer a informação completa e traduzida para vocês, já que o artigo está em inglês, publicado pelo Investor’s Business Daily.

Não esqueçam de deixar nos comentários caso vocês encontrem algum erro na nossa tradução.

Acompanhem a leitura:


Parcialismo da Mídia: Basicamente Todo o Jornalismo Agora é de Esquerda, Segundo Estudo

Parcialismo da mídia: Pergunte a jornalistas e provavelmente eles falarão para você que eles “jogam” no centro. Que eles tentam ser “justos”. Que eles são “centristas”. Nos desculpem, mas isso não é verdade. A América está saturada de fake news, exatamente por conta do profundo parcialismo de esquerda da mídia tradicional. Jornalistas estão assombrados pelas suas próprias ideologias e perderam a capacidade de reconhecer o próprio parcialismo.

Ao contrário da negação dos jornalistas, é agora um fato de que o jornalismo é um dos setores mais inclinados a esquerda. Mas até recentemente, isso não era tanto verdade para jornalistas que cobrem assuntos financeiros, já que possuem uma reputação de serem mais voltados à direita, defendendo o livre mercado.

Se isso era verdade, não é mais, segundo um recente estudo publicado.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e Universidade A&M do Texas, entrevistaram 462 jornalistas econômicos de todo o país, seguindo por mais 18 entrevistas adicionais. Todos eles trabalharam em grandes jornais da mídia tradicional, como o The Wall Street Journal, The New York Times, Washington Post, Associated Press e outros.

Mídias Conservadoras: Em Processo de Extinção

Se colocar na conta, 58,47% admitem serem de esquerda ou de centro. Já 37,12% afirmam ser “moderados”.

E o mito de que jornalistas econômicos são conservadores? De fato, meramente 0,46% desses profissionais afirmam ser “muito conservadores”, enquanto 3,94% dizem ser “um pouco conservadores”. Isso daria algo em torno de 4,4% to total que se inclinam para a centro-direita.

A proporção é de 13 esquerdistas para cada conservador. O que aconteceu exatamente com a diversidade ideológica? Por favor se lembre disso enquanto você assiste suas notícias ou lê jornais sobre a economia no papel. Você pode querer ler essas mensagens com uma pitada de sal. Isso é especialmente verdadeiro se o artigo que você está lendo aparentar ser muito “duro” contra o livre mercado e os seus benefícios. Ou até mesmo que o socialismo é a “resposta” para os problemas da sociedade.

Isso é um problema gigante para a mídia, talvez maior ainda do que eles imaginem. Uma pesquisa do instituto Rasmussen Reports em outubro do ano passado, mostrou que 45% dos eleitores afirmaram acreditar que “na maioria das vezes os repórteres quando estão cobrindo notícias eleitorais eles tendem de alguma maneira ajudar candidatos Democratas”.

Apenas 11% deles afirmaram que a mídia estava tentando ajudar os Republicanos. E 35% afirmaram acreditar que os jornalistas estavam informando a notícia de forma imparcial.

As conclusões do instituto Rasmussen afirmam que “é por esse motivo que os eleitores dos Democratas se interessam bem mais por notícias sobre política” que outros. Aparentemente é favorável às suas ideologias.

O Parcialismo da Mídia é Real

Mesmo assim, os resultados não causam a reação apropriada nas pessoas, de que há uma realidade de parcialismo na mídia.

Uma pesquisa realizada com mil eleitores pelo instituto McLaughlin & Associates, mostrou que “uma grande pluralidade” (48%) dos entrevistados acreditavam que a cobertura midiática não era justa e parcial “contra o Presidente Donald Trump”. Até mesmo 16% dos que se diziam Democratas concordavam com isso.

É comum pensar que escritores, críticos literários e outros influenciadores compartilham de ideologias parecidas e são mais inclinados à esquerda do que os jornalistas. Os recentes estudos indicam isso e o parcialismo infecta todo o jornalismo, não apenas formadores de opiniões e intelectuais.

Parcialismo da Mídia: Os Dados Não Mentem

Não era sempre dessa forma. Um estudo de longo prazo sobre ideologias dentro do jornalismo, “The American Journalism in the Digital Age” (ou traduzido, “O Jornalismo Americano na Idade Digital”), mostrou que o jornalismo se inclinou para a esquerda nos últimos anos.

Em 1971, 25,7% dos jornalistas se consideravam Republicanos enquanto Democratas estavam entre os 35,5% e Independentes entre os 32,5%. Apenas 6,3% se identificavam com outras ideologias.

Em 2014, o último ano pesquisado pelo estudo, os dados indicaram que Republicanos jornalistas eram apenas 7,1%, uma queda de 18.6 pontos. Enquanto na década de 70 ambas ideologias estavam praticamente igualadas, jornalistas Republicanos hoje estão na proporção de 1 para cada 4 Democratas.

Enquanto isso, jornalistas que se identificam como Independentes atingem 50,2%. Se você acha que isso é motivo para pensar que estão no Centro, você está enganado. Pense de novo.

Diversas pesquisas mostraram que os Independentes normalmente são de centro-esquerda em assuntos sociais, mas centristas em questões fiscais e de governo. Considerando isso, a classificação correta para esses Independentes seria de “esquerda moderada”.

Menos Leitores?

Notícias ruins para jornalistas e pior ainda para o jornalismo. O fato é que os Americanos continuam perdendo a confiança nas mídias tradicionais, buscando outras alternativas para a informação.

Os leitores conseguirão encontrar novas fontes de notícias e de mais confiança? Ou eles vão se desligar completamente da mídia? Nenhuma das opções é boa para os jornalistas ou boa para a América.

É o tempo dos jornalistas tradicionais buscarem uma solução para esse problema. A negação não é mais uma opção. Isso começa com os proprietários e editores exigindo justiça em seus relatórios e eliminando preconceitos óbvios.

Enquanto estão fazendo isso, eles devem elevar a ideia de uma cobertura imparcial de notícias como uma meta séria a ser cumprida, mesmo que não seja atingível.


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